O maior túnel ferroviário do mundo está encerrado para os comboios de passageiros.

Um comboio descarrilou no túnel Saint-Gothard, na Suíça, o maior túnel ferroviário do mundo, a 10 de Agosto. No total, 16 carruagens saíram dos carris. Segundo a operadora ferroviária nacional suíça, SBB, o acidente provocou danos na linha, cuja gravidade é superior à inicialmente prevista.

Nos próximos meses, apenas o lado do túnel que não foi afetado pelo acidente – e que é utilizado exclusivamente por comboios de mercadorias – estará operacional, “em princípio”, disse a SSB à Associated Press (AP), a partir da próxima quarta-feira, 23 de Agosto.

O lado do túnel onde circulam os comboios de passageiros, porém, não vai abrir até ao final de 2023, estima a operadora, que avançou que terão de ser substituídos oito quilómetros de linha e cerca de 20 mil dormentes de cimento. “O trabalho de restauração deve continuar até ao final de 2023”, anunciou.

Segundo a CNN, os comboios de passageiros terão de ser redirecionados para uma ferrovia panorâmica, o que poderá tornar as viagens até duas horas mais longas do que aquelas que passariam pelo túnel.

Apesar de não se conhecer a causa do descarrilamento, que ocorreu perto da estação de Faido, na região de Ticino, segundo a swissinfo.ch o Conselho de Investigação da Segurança dos Transportes Suíços diz que, provavelmente, uma roda partida terá estado na origem do acidente.

O túnel de Saint-Gothard abriu em 2016, 17 anos depois de começarem as obras de construção. Além de ser o túnel ferroviário mais longo do mundo, com 57 quilómetros de comprimento, é também o mais profundo, situando-se a quase 2,4 quilómetros de profundidade.

O túnel une as cidades suíças de Erstfeld, a norte, e Bodio, e integra também uma rede ferroviária internacional que conecta as cidades de Zurique e Milão, assim como Roterdão e o porto de Génova. O Saint-Gothard é uma estrutura fulcral para o transporte ferroviário europeu por constituir uma forma de atravessar os Alpes mais facilmente.

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