ūüí• Torna este t√≠tulo mais chamativo para ler, em portugu√™s de Portugal: “ūüí• Al√©m de √āngela, 4 mulheres t√™m pedidos autorizados: Insemina√ß√£o p√≥s-morte surpreende a todos!”

Hugo Guilherme, filho de √āngela e Hugo Ferreira, foi o primeiro beb√© a nascer em Portugal concebido ao abrigo da lei que regulamenta a insemina√ß√£o p√≥s-morte. Contudo, em breve pode n√£o ser o √ļnico. Questionado pelo Not√≠cias ao Minuto, o Conselho Nacional de Procria√ß√£o Medicamente Assistida (CNPMA) revelou que, pelo menos, outras quatro mulheres do nosso pa√≠s querem engravidar com o s√©men do marido j√° morto.

“At√© ao presente, o CNPMA procedeu nos termos da sua compet√™ncia √† centraliza√ß√£o de cinco documentos de presta√ß√£o de consentimento autorizado a insemina√ß√£o post mortem”, esclareceu o CNPMA, real√ßando, no entanto, que “toda a informa√ß√£o sobre estes tratamentos s√≥ ser√° processada pelo CNPMA quando forem tratados os dados introduzidos na plataforma de registo de atividades dos centros [de procria√ß√£o medicamente assistida]”.

Em 2022, o CNPMA recebeu o registo do caso de √āngela Ferreira. Em 2023, recebeu mais quatro. “Ao abrigo da prote√ß√£o de dados” ainda n√£o h√° informa√ß√Ķes sobre o estado de cada um dos processos, ou seja, se alguma destas mulheres j√° conseguiu engravidar. Apenas se sabe que estes foram autorizados a prosseguir.

Tal como explicou Carla Rodrigues, presidente do CNPMA ao Not√≠cias ao Minuto, numa entrevista dada em fevereiro, a interven√ß√£o deste Conselho na insemina√ß√£o ‘post mortem’ √© “√ļnica e exclusivamente criar um registo dos pedidos que h√° e das autoriza√ß√Ķes concebidas pelas pessoas para se conceber a esse tratamento”.

Os registos chegam ao CNPMA dos Centros de Procriação Medicamente Assistida (PMA) que são quem avalia se a autorização dada pelos falecidos às mulheres, para que estas possam utilizar o sémen após a morte, está conforme a lei.

Lei esta, recorde-se, que foi alterada recentemente, em dezembro de 2021, depois de a hist√≥ria de amor de √āngela e Hugo ter sido conhecida e ter emocionado todo o pa√≠s.

A cabeleireira do Porto queria engravidar do marido, que morreu em mar√ßo de 2019, v√≠tima de cancro. Apesar de Hugo ter deixado autoriza√ß√£o para tal e ter deixado ainda bem expresso ser este o seu √ļltimo desejo, a lei n√£o permitia que √āngela usasse o seu s√©men para ter um filho de ambos.

S√≥ depois de uma longa batalha que durou quase dois anos e que incluiu uma Iniciativa Legislativa de Cidad√£o e uma peti√ß√£o, entretanto assinada por mais de 111 mil pessoas, √© que √āngela conseguiu mudar a lei.

Em fevereiro deste ano, mais de tr√™s anos depois de ter contado a sua hist√≥ria √† TVI e de se ter tornado no rosto da luta pela insemina√ß√£o ‘post mortem’, √āngela anunciou que estava gr√°vida do marido que morreu.

O sonho de ambos tornou-se realidade h√° quase uma semana, no dia 16 de agosto, depois de √āngela ter dado √† luz Hugo Guilherme, que nasceu de cesariana com 3,915 kg e 50,5 cent√≠metros.

Fonte