ūüćĻ Empresa de Kikas, dona do bar noturno, acusada de lenoc√≠nio e reconhecida como PME l√≠der pelo Turismo de Portugal

A empres√°ria Maria da Concei√ß√£o da Costa Ant√≥nio, tamb√©m conhecida como “Kikas” e propriet√°ria da casa noturna La Siesta, recebeu tr√™s vezes o pr√™mio PME L√≠der, segundo o jornal P√ļblico. A √ļltima distin√ß√£o ocorreu em junho deste ano, mesmo ap√≥s a empres√°ria ter sido constitu√≠da arguida em um processo relacionado a crimes de lenoc√≠nio e branqueamento de capitais.

O prêmio PME Líder é uma espécie de selo de reputação destinado a pequenas e médias empresas, criado pelo IAPMEI em parceria com o Turismo de Portugal. A empresa premiada, de propriedade de Maria da Conceição da Costa António, é uma unipessoal que existe há 17 anos e tem sede no bar La Siesta. Além da empresa, a própria Kikas, João Pedro Paulos (sócio da empresária) e a sociedade Palkensaio também foram constituídos arguidos na operação Matertera, que ocorreu em novembro de 2019.

A operação Matertera, que envolveu 30 inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), teve como objetivo investigar crimes de lenocínio e branqueamento de capital. Durante as buscas, foram apreendidos mais de 60 mil euros, que o SEF acredita serem provenientes da exploração sexual. Cerca de 50 mulheres estrangeiras foram identificadas trabalhando na La Siesta, sendo que metade delas estavam em situação irregular no país.

A distin√ß√£o recebida pela empresa de Kikas levanta quest√Ķes sobre a idoneidade do pr√™mio PME L√≠der e a sua rela√ß√£o com empresas envolvidas em atividades criminosas.

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